iPhone: um truque para ter um seguro gratuito

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Em relação ao iPhone, são muitos aficionados tecnológicos que procuram informar-se acerca das melhores formas de proteger os seus novos “brinquedos”. Se é muito provável tentarem vender-lhe um seguro aquando da compra de um smartphone ou tablet, provável é também que esteja a pagar desnecessariamente por uma proteção que o seu cartão de crédito inclui gratuitamente.

Quem já não foi comprar um telemóvel e, no momento da compra, foi abordado por um dos vendedores da loja relativamente à contratação de um seguro associado ao produto (neste caso, do iPhone) que apenas custaria mais alguns euros e que supostamente estende a garantia?

Todavia, estes seguros de equipamentos eletrónicos continuam a ser um tanto ou quanto misteriosos para os portugueses e já se registaram polémicas por causa de consumidores que não conseguiram acionar o seguro quando precisaram e que não percebiam, de facto, quais eram as suas verdadeiras coberturas.

Da mesma forma, o facto de vários cartões de crédito incluírem estes seguros é uma “zona cinzenta” para os portugueses – que muitos certamente desconhecem. O que muitas vezes os consumidores também não sabem é que a maior parte dos cartões não são apenas um simples produto que permite fazer compras, constituindo-se como um verdadeiro serviço que pode trazer muitas vantagens para o consumidor.  São, efetivamente, muito mais do que um método de pagamento.

Seguros para o iPhone e similares: qual a oferta do mercado?

FNAC e Worten, dois dos maiores retalhistas do mercado, possuem seguradoras diferentes – a Lifeline e a Domestic & General – que são igualmente as que possuem a maior quota de mercado. Para além da Worten, a britânica Domestic & General também cobre os produtos da Rádio Popular e Media Markt, enquanto a Lifeline é parceira da Phone House. Por seu turno, a Staples disponibiliza aos clientes um seguro de proteção da AIG (anteriormente denominada Chartis).

Compararam-se então os seguros disponibilizados pelos grandes retalhistas portugueses. Franquia, prestação mensal, valor do equipamento e duração do seguro foram as métricas analisadas. Para efeitos de análise, todos os custos foram convertidos para prestações mensais. No entanto, na realidade, a FNAC pratica prestações bimestrais e a Worten e Rádio Popular anuais.

De um modo geral, incluindo aparelhos até aos 150, 250, 500 e até 1.000 euros (e é mais aqui que se enquadra o iPhone), a Domestic & General apresenta-se como a alternativa mais económica, não apenas por não ter franquia, mas porque as mensalidades são, em média, mais reduzidas do que as outras. Dentro desta seguradora, os dois maiores clientes são a Rádio Popular e a Worten, sendo que a primeira apresenta as prestações mensais mais baixas.

Existirão alternativas mais baratas para o consumidor que quer adquirir um produto como um iPhone? É neste âmbito que entram os planos de proteção de compras disponibilizados pelos cartões de crédito. Vejamos se compensam.

Cartões de Crédito oferecem proteção gratuita?

Os chamados planos de proteção de compras permitem, na compra de um determinado artigo com o cartão de crédito, dispor desse seguro para o equipamento adquirido. Supondo, por exemplo, que vai comprar um iPhone ou um smartphone Samsung, é quase certo que deseja ter uma cobertura para eventuais danos. Imagine que está a trabalhar arduamente no seu computador e a beber a habitual meia de leite a meio da manhã e eis que o desastre acontece: deixa derramar líquido para cima do telemóvel.

E se estiver no meio do centro comercial, num dia de confusão, já a adiantar-se na compra das prendas de Natal e percebe que lhe roubaram o telemóvel? Suponha ainda que tinha encomendado um iPhone online e a encomenda extraviou-se. Pois bem, este é o género de garantias que um plano de proteção de compras disponibiliza.

Em caso de danos acidentais que estraguem o equipamento, os custos de reparação ficam assegurados ou, caso não haja solução de conserto, o segurado é reembolsado no valor que pagou pelo bem.

Apenas alguns cartões de crédito incluem este seguro. As proteções mais comuns e que geralmente estão sempre incluídas são as de roubo e assalto, bem como danos acidentais (que não tenham sido causados intencionalmente pela pessoa segura ou mesmo por um familiar).

Para além destas, existe ainda uma cobertura para reembolsar o segurado no caso de ter encomendado um produto online e de este não ter sido entregue ou ter chegado com defeitos de fabrico – é a chamada “safe online”. Mas há que ter atenção porque a não conformidade e a não entrega devem ser comunicadas de imediato pelo segurado, sob pena de se perder a proteção.

A garantia do melhor preço (“best price”) pode ainda constar deste plano, na medida em que, se o segurado encontrar, num curto espaço de tempo (geralmente de oito dias), o mesmo produto (exatamente da mesma marca e modelo) noutro estabelecimento comercial com um preço mais acessível, pode solicitar o reembolso da diferença entre o produto encontrado (o tal iPhone) e o que já foi comprado.

Se alguém roubar o telemóvel e utilizá-lo de forma fraudulenta, os custos são reembolsados ao segurado, desde que este comunique imediatamente.

Para quem gosta de tecnologia e compra habitualmente equipamentos de valor avultado, como é o caso de smartphones, LCD’s, portáteis, conectáveis e afins, deve querer certamente segurá-los. Ainda que possam existir limites anuais e por acidente ocorrido, pode compensar muito. Portanto, a escolha depende também da finalidade para a qual se utiliza o cartão de crédito.